quinta-feira, 28 de maio de 2015

A transversalidade das competências em TIC ao serviço das diferentes literacias

“aprender a aprender, aprender a ser autónomo”
(Costa, 2010, p. 934)
Numa sociedade em constante mudança, fruto da evolução tecnológica são colocados novos desafios ao sistema educativo aos quais este tenta dar resposta de forma a promover momentos de aprendizagem que permitam a todos os alunos o desenvolvimento de competências nesta área.
 As TIC surgem como “a alavanca para a tão necessária mudança da escola, isto é, a mudança dos modos como se ensina e como se organiza e estimula a aprendizagem” (Costa, 2010, p. 931).
 As Metas de Aprendizagem TIC apresentadas em 2010, contextualizadas (talvez até condicionadas) na publicação das novas metas de aprendizagem, surgem da necessidade de definir o que deveriam aprender/saber os alunos ao longo do seu percurso escolar, desde o pré-escolar ao ensino básico, (Felizardo, 2015)


“numa perspetiva transversal e em estreita articulação com as restantes áreas científicas, tanto do ponto de vista horizontal, como em termos de sequência e progressão ao longo dos quatro períodos considerados de acordo com o expresso no Currículo Nacional do Ensino Básico (Dec Lei 6/2001 de 18 de Janeiro) - as TIC como “formação transdisciplinar” (Metas de Aprendizagem, p. 6).

 O documento apresenta-se como um referencial para “servir de orientação para todos os intervenientes no processo educativo, particularmente os professores (Costa, 2010, p. 932) e educadores na seleção de estratégias, na sugestão de propostas de atividades, de avaliação das aprendizagens dos alunos, “numa óptica de desenvolvimento global do aluno, permitindo-lhe compreender em que matérias, para que fins e como será adequado e pertinente mobilizar as TIC” (Metas de Aprendizagem, p. 6), de acordo com a seguinte perspetiva:

                 In: http://www.slideshare.net/ertedgidc/metas-de-aprendizagem-nas-tic cit. in Felizardo (20159
O referencial Aprender com a biblioteca escolar surge da necessidade de dotar “as bibliotecas escolares de um conjunto de orientações definidoras da sua ação formativa e intervenção na relação transversal e articulada com o currículo” (Aprender com a biblioteca escolar, 2012, p. 10).
 As bibliotecas escolares encontram-se numa posição privilegiada no sistema educativo por terem os recursos materiais e humanos, uma equipa constituída por profissionais com formação em diferentes áreas do saber e com domínio nas TIC, necessários para dar resposta às “formas de comunicação e acesso à informação e de produção de conhecimento” bem como de “uma apropriação natural dessas ferramentas (…) para resolver problemas do quotidiano” (Costa, 2010, p. 933).
 Por sua vez, o professor bibliotecário deve promover o trabalho colaborativo com outros docentes e “assumir o papel de gestor do currículo e tomar um papel mais ativo e dinâmico no processo de inovação curricular com as TIC nas escolas e nos agrupamentos em que trabalham” (Felizardo, 2015, p.2).
 Ambos os documentos estão estruturas de forma a orientar os professores de disciplina, os educadores de infância e os professores bibliotecários, para um trabalho colaborativo, tendo como pilares o desenvolvimento de competências no âmbito da literacia da informação, da leitura e dos media, desde o pré-escolar ao ensino básico.
      Os dois referenciais são um excelente documento de trabalho para todos os professores mas (des)conhecidos para muitos “perante o torrencial de referentes” (Felizardo, 2015, p. 2) que se atropelam e sobrepõem e que impossibilitam, em muitos casos, um trabalho articulado.

 Referências bibliográficas:
Costa, F. A. (2010). I Encontro Internacional TIC e Educação. Inovação Curricular Com TIC, Lisboa. Instituto de Educação da Universidade de Lisboa. (931-936). Disponível  em http://eleiria.unisla.pt/1112/pluginfile.php/26708/mod_resource/content/4/metas2.pdf
Costa, F. et al. (2010). Metas de Aprendizagem na área das TIC. DGIDC-ME (2010).Lisboa: DGIDC/ME.Disponível em http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/6567/1/MetasTICpublicadas.pdf
Felizardo, H. (2015). As metas de aprendizagem na área das TIC no contexto do desenvolvidas das literacias e das competências transversais. Um referencial para as aprendizagens com TIC. Disponível em http://eleiria.unisla.pt/1112/pluginfile.php/26707/mod_resource/content/4/INTRODUCAO-TEMA-METAS.pdf
Ministério da Educação e Ciência. Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares. Aprender com a biblioteca escolar. Lisboa: RBE (2012). Disponível em http://www.rbe.min-edu.pt/np4/681.html

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Voki - ferramenta da WEB 2.0


O Voki é uma ferramenta da WBB 2.0 bastante intuitiva e são várias as suas potencialidades. Permite aos utilizadores criar avatares falantes personalizados (aproximar da sua imagem ou assumir outras identidades) nos quais é possível incluir texto, imagem, voz e ficheiros áudio. Quando concluídos, podem ser publicados/alojados num blogue, perfis sociais e mensagens de e-mail. Disponibiliza uma versão dedicada à educação, na qual os professores podem, entre vários outros aspetos, participar em discussões com os seus pares e tirar dúvidas sobre as suas questões específicas. Ainda, possibilita a criação de salas de aula virtuais baseadas em avatares dos alunos. O avatar (Voki) pode ser colocado num blog para que os alunos possam praticar em casa ou noutro local, por exemplo a oralidade. Nos alunos com maiores dificuldades, ajuda no desenvolvimento da oralidade, na pronúncia das palavras através da repetição, …
O Voki proporciona uma série de formas diferentes de ensinar e aprender, encontrando-se disponível em 25 línguas, incluindo o português. 



Sessão para pais/encarregados de educação

Sessão de sensibilização para a importância dos livros e da leitura para pais/encarregados de educação de alunos do 1.º e 5.º ano realizada no início do ano letivo.


quinta-feira, 2 de abril de 2015

A web 2.0 e as implicações para a biblioteca escolar - a biblioteca 2.0


Numa sociedade em constante mudança fruto dos avanços tecnológicos, nomeadamente, no domínio das telecomunicações e informática, a “web 2.0 surge trazendo uma mudança na concepção do utilizador da informação” (Furtado, 2009 p. 136) que passa também a ser “autor, editor, organizador e classificador” (furtado, 2009 p.136).
Assim, um dos desafios que se colocam à BE no contexto web 2.0 é o facto de necessitar de “recorrer às tecnologias, em especial da Internet, para extrapolar as barreiras de espaço e tempo e ampliar o acesso à informação, como caminho para a produção de conhecimento e ampliação de suas oportunidades” (Furtado, 2009 p. 138).
Neste contexto, a BE 2.0 esta não se limite a “disponibilizar as informações do seu acervo patrimonial, mas sim, permitir que todos participem na construção dos conteúdos que todos irão usar” (Furtado, 2009 p.139) dando assim visibilidade ao utilizador da L2.
            Sendo o termo web 2.0 definido por Tim O’Reilly (2004), cit in Furtado (2009, p.138), “como uma plataforma, um serviço continuamente renovado e atualizado, que fica melhor quanto mais pessoas o utiliza, consumam e fazem remix dos dados de variadas fontes” é então deste modelo que as BE se devem aproximar e para o qual todos devem trabalhar. Cabe ainda “à biblioteca escolar, ser o portal de ligação da escola com o mundo permeado de tecnologia” Furtado (2009, p. 137).
            Segundo Maness (2007, p.44) “uma teoria para a Biblioteca 2.0 poderia ter quatro elementos essenciais: é centrada no usurário; oferece uma experiência multimídia; é socialmente rica; é comunitariamente inovadora”.
            Tendo em atenção esta realidade, a BE onde desempenho funções dispõe de um espaço bastante apelativo com uma oferta de 26 computadores de acesso livre com internet, 6 televisões, material livro e não livro (DVD, Jogos), com atualização mensal. Contudo, a gestão deste espaço, dos seus equipamentos e serviços, depende de uma boa equipa (com docentes de diferentes áreas), rentabilização eficiente dos recursos humanos (cada vez menores) do trabalho colaborativo com os restantes docentes da escola/agrupamento “como facilitadores e treinadores no processo de aprendizagem de tais recursos” Furtado (2009, p.137).
            Ao nível das ferramentas da web 2.0 a BE tem um blogue, onde divulga as atividades, disponibiliza recursos digitais para apoio ao currículo e ao estudo, informações de outras páginas de interesse, boletins bibliográficos, tutoriais e recursos digitais como e-books. É ainda a partir do blogue da BE que os seus utilizadores podem aceder ao catálogo da coleção disponível para consulta online. Na página do agrupamento e facebook, publicita as atividades realizadas e/ou a realizar, e disponibiliza documentação. Utiliza o moodle para a produção/partilha de documentos, interação com os utilizadores e usa o email para comunicar.

Uma efetiva interação com o usurário é ainda um caminho a percorrer.


Referências bibliográficas:

Furtado, C. Cassia. (2009, julho/dezembro). Bibliotecas Escolares e web 2.0: revisão da literatura sobre Brasil e Portugal. Porto Alegre: Em Questão, v.15, n.2, p. 135-150.

Maness, Jack M. (2007). Teoria da Biblioteca 2.0: Web 2.0 e suas implicações para as bibliotecas, Informação & Sociedade: estudos, v.17, n.1, jan./abr., 43-51, João Pessoa, Universidade Federal da Paraíba