Numa
sociedade em constante mudança fruto dos avanços tecnológicos, nomeadamente, no
domínio das telecomunicações e informática, a “web 2.0 surge trazendo uma mudança na concepção do utilizador da
informação” (Furtado, 2009 p. 136) que passa também a ser “autor, editor,
organizador e classificador” (furtado, 2009 p.136).
Assim,
um dos desafios que se colocam à BE no contexto web 2.0 é o facto de necessitar de “recorrer às tecnologias, em
especial da Internet, para extrapolar as barreiras de espaço e tempo e ampliar
o acesso à informação, como caminho para a produção de conhecimento e ampliação
de suas oportunidades” (Furtado, 2009 p. 138).
Neste
contexto, a BE 2.0 esta não se limite a “disponibilizar as informações do seu
acervo patrimonial, mas sim, permitir que todos participem na construção dos
conteúdos que todos irão usar” (Furtado, 2009 p.139) dando assim visibilidade
ao utilizador da L2.
Sendo o termo web 2.0 definido por Tim
O’Reilly (2004), cit in Furtado (2009, p.138), “como uma plataforma, um serviço
continuamente renovado e atualizado, que fica melhor quanto mais pessoas o
utiliza, consumam e fazem remix dos dados de variadas fontes” é então deste
modelo que as BE se devem aproximar e para o qual todos devem trabalhar. Cabe
ainda “à biblioteca escolar, ser o portal de ligação da escola com o mundo
permeado de tecnologia” Furtado (2009, p. 137).
Segundo Maness (2007, p.44) “uma
teoria para a Biblioteca 2.0 poderia ter quatro elementos essenciais: é
centrada no usurário; oferece uma experiência multimídia; é socialmente rica; é
comunitariamente inovadora”.
Tendo em atenção esta realidade, a BE
onde desempenho funções dispõe de um espaço bastante apelativo com uma oferta de
26 computadores de acesso livre com internet, 6 televisões, material livro e
não livro (DVD, Jogos), com atualização mensal. Contudo, a gestão deste espaço,
dos seus equipamentos e serviços, depende de uma boa equipa (com docentes de
diferentes áreas), rentabilização eficiente dos recursos humanos (cada vez menores)
do trabalho colaborativo com os restantes docentes da escola/agrupamento “como
facilitadores e treinadores no processo de aprendizagem de tais recursos” Furtado
(2009, p.137).
Ao nível das ferramentas da web 2.0 a
BE tem um blogue, onde divulga as atividades, disponibiliza recursos digitais
para apoio ao currículo e ao estudo, informações de outras páginas de interesse,
boletins bibliográficos, tutoriais e recursos digitais como e-books. É ainda a partir
do blogue da BE que os seus utilizadores podem aceder ao catálogo da coleção disponível
para consulta online. Na página do
agrupamento e facebook, publicita as atividades realizadas e/ou a realizar, e disponibiliza
documentação. Utiliza o moodle para a
produção/partilha de documentos, interação com os utilizadores e usa o email para comunicar.
Uma
efetiva interação com o usurário é ainda um caminho a percorrer.
Referências
bibliográficas:
Furtado, C. Cassia. (2009,
julho/dezembro). Bibliotecas Escolares e web 2.0: revisão da literatura
sobre Brasil e Portugal. Porto Alegre: Em Questão, v.15, n.2, p. 135-150.
Maness, Jack M. (2007). Teoria da
Biblioteca 2.0: Web 2.0 e suas implicações para as bibliotecas, Informação
& Sociedade: estudos, v.17, n.1, jan./abr., 43-51, João Pessoa,
Universidade Federal da Paraíba